Tema
Elasticidade da oferta
5 entradas no Radar Âncora.
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Coimbra suspende PDM por dois anos para acelerar habitação acessível
Câmara aprova majoração de 30 por cento na área de construção para projetos com 70 por cento de frações a preços acessíveis. Medida excecional replica instrumento usado em Lisboa e Porto para desbloquear pipeline municipal sem esperar revisão do PDM.
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Idealista: casas em Portugal sobem 13,1% em janeiro, novo máximo de 3.047 €/m²
Índice idealista regista preço mediano de 3.047 euros por metro quadrado em janeiro de 2026 — novo máximo histórico pelo terceiro mês consecutivo, com subida anual de 13,1%. Lisboa lidera (5.500 €/m²). O movimento de preços sustenta o vazio do middle market que o pacote fiscal recém-promulgado pretende endereçar.
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Fed San Francisco e RICS: oferta, capital e acessibilidade habitacional
Em fevereiro de 2026, três economistas do Federal Reserve de São Francisco publicam um working paper que questiona empiricamente a tese de que restrições de oferta explicam diferenças de preços entre cidades americanas. A conclusão alinha-se com a posição institucional da RICS de outubro de 2025 e com o enquadramento de Mike Bird em The Land Trap. As três peças convergem numa pergunta que a política habitacional ainda não respondeu de forma satisfatória: em que condições o capital privado produz habitação para o segmento de rendimento médio?
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FFMS: a crise da habitação é de oferta, não de procura
Policy paper da FFMS coordenado por Paulo M.M. Rodrigues, com Hugo de Almeida Vilares e Rita Fradique Lourenço, defende construção massiva a preços intermédios como pilar central da política habitacional. Revisitado num ensaio de Pedro Siza Vieira no ECO, recomenda pacto nacional com horizonte de duas décadas e abandono do recurso exclusivo a subsídios à procura.
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Tese da FEP: mais oferta de mercado baixaria os preços da habitação só 3 a 7 por cento
Dissertação de mestrado da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, orientada por Hugo de Almeida Vilares e apresentada na 12.ª Conferência do Banco de Portugal. Um modelo econométrico espacial para os 254 municípios do continente conclui que duplicar a construção baixaria os preços apenas 7 por cento, enquanto repor o alojamento local nos níveis de 2015 os reduziria 17 por cento.