Tema
Eficiência energética
Eficiência energética no parque habitacional: renovação, custos de energia e o cruzamento com a acessibilidade da habitação. 6 entradas no Radar Âncora.
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Cozinha equipada ou por equipar: a conta certa é o esforço total do inquilino
Deve a casa arrendada vir com fogão, frigorífico e máquina de loiça? O RGEU exige a cozinha, não o recheio; o IRS trata os eletrodomésticos como artigos de decoração não dedutíveis; e o Estado, que tarifou a cozinha equipada em cerca de 3 por cento da renda em 2019, deixou de o fazer. Entrar num T2 vazio no Porto custa 12 892 euros, quase nove rendas. A régua certa é o esforço total do inquilino.
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Classe energética A ou B em habitação nova: a conta certa é o esforço total do inquilino
Construtores questionam a classe A em habitação nova: não transfere investimento para a renda? A lei já respondeu — construção nova licenciada desde 2021 é NZEB, classe A mínima — e a aritmética também: somada a fatura, o equipamento, os contratos, o tempo, a saúde e o conforto, o B nominalmente mais barato custa mais a quem habita. A medida certa é o esforço total do inquilino, não a renda.
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Construir para cem anos: eficiência, durabilidade e o custo de ciclo de vida da casa
A Diretiva europeia do desempenho energético dos edifícios, em transposição em Portugal, deixou de medir só o consumo anual para olhar o edifício ao longo da vida, com o carbono incorporado obrigatório em edifícios novos a partir de 2028-2030. O setor social europeu estima precisar de 23 mil milhões de euros por ano só para conservar o parque existente. Durar é, em si, descarbonizar.
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Federações europeias alinham aceleradores energia–habitação em Guimarães
Housing Europe, Energy Cities e a EBC alinharam seis aceleradores para articular eficiência energética e habitação acessível, incluindo apoio a PME de construção e balcões únicos municipais, nos Affordable Housing Initiative Days em Guimarães. A Comissão soma 43 mil milhões via Quadro Financeiro Plurianual e 656 milhões para Portugal via Política de Coesão.
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Avales ICO em Espanha mobilizam apenas 10 por cento dos 2.500 milhões no primeiro ano
Primeiro balanço da linha de avales do Instituto de Crédito Oficial espanhol para compra da primeira casa por jovens e famílias com menores: 10.453 operações avaladas mobilizaram apenas 10,2% dos 2.500 milhões previstos no primeiro ano, gerando 1.344 milhões em novos créditos hipotecários. Lições para o desenho de instrumentos de garantia em Portugal.
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JRC: Portugal com 177 mil casas em falta até 2035 e renovação profunda a 0,7% ao ano
O brief do Joint Research Centre apresentado a 16 de dezembro de 2025 quantifica o défice habitacional português em 176,6 mil fogos adicionais até 2035, acima dos 289 mil já esperados pelo ritmo histórico. O modelo JANUS B da DGEG mostra que a renovação profunda do parque corre hoje a 0,7% ao ano. A Diretiva EPBD obriga a transposição até 29 de maio de 2026.