Tema
Ceticismo de oferta
O debate sobre se construir mais baixa os preços: a evidência recente contra o ceticismo de oferta e as nuances que subsistem. 4 entradas no Radar Âncora.
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Como resolver a crise da habitação: o FT defende desregulação e Estado em simultâneo
O Big Read de John Burn-Murdoch (FT, 18 de julho de 2026) percorre a evidência de Auckland a Viena: os controlos de renda não alojam quem está de fora, Londres e Dublin tornaram-se demasiado caras para construir, e Viena e Helsínquia construíram mais habitação social e privada do que Londres. Conclusão: desregulação e intervenção do Estado, em simultâneo.
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Fed de São Francisco e RICS: oferta nova não garante habitação acessível
Working paper do Federal Reserve de São Francisco (Louie, Mondragon e Wieland, fevereiro de 2026) mostra que quatro medidas de restrição de oferta não explicam as diferenças de preços entre cidades americanas de 2000 a 2020. Converge com a posição da RICS de outubro de 2025 e com The Land Trap, de Mike Bird: sem capital paciente, a oferta nova não chega ao segmento de rendimento médio.
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Ipsos: em 29 países, 63% apoiam construir mas só 32% confiam que chegue acessível
Sondagem Ipsos a 21.278 adultos em 29 países (recolha nov.-dez. 2024): 63% apoiam construir mais casas, mas só 32% confiam que vão sair habitações acessíveis suficientes; em Espanha a confiança cai para 20%. Portugal fica fora da amostra, reforçando o valor da evidência primária produzida em Portugal.
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Tese da FEP: mais oferta de mercado baixaria os preços da habitação só 3 a 7 por cento
Dissertação de mestrado da Faculdade de Economia do Porto, orientada por Hugo de Almeida Vilares, apresentada na 12.ª Conferência do Banco de Portugal. Modelo econométrico espacial (254 municípios) conclui que duplicar a construção baixaria os preços 7%, contra 17% ao repor o alojamento local de 2015 — questiona a aposta exclusiva do Construir Portugal na oferta.