Tema
Pobreza energética
Incapacidade de manter a casa aquecida ou arrefecida: indicadores europeus, posição de Portugal e o cruzamento com a habitação acessível. 2 entradas no Radar Âncora.
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Cozinha equipada ou por equipar: a conta certa é o esforço total do inquilino
Deve a casa arrendada vir com fogão, frigorífico e máquina de loiça? O RGEU exige a cozinha, não o recheio; o IRS trata os eletrodomésticos como artigos de decoração não dedutíveis; e o Estado, que tarifou a cozinha equipada em cerca de 3 por cento da renda em 2019, deixou de o fazer. Entrar num T2 vazio no Porto custa 12 892 euros, quase nove rendas. A régua certa é o esforço total do inquilino.
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Classe energética A ou B em habitação nova: a conta certa é o esforço total do inquilino
Construtores questionam a classe A em habitação nova: não transfere investimento para a renda? A lei já respondeu — construção nova licenciada desde 2021 é NZEB, classe A mínima — e a aritmética também: somada a fatura, o equipamento, os contratos, o tempo, a saúde e o conforto, o B nominalmente mais barato custa mais a quem habita. A medida certa é o esforço total do inquilino, não a renda.