Tema
Acessibilidade à habitação
O que custa habitar face ao que se ganha: medidas e limiares de acessibilidade à habitação em Portugal e na Europa, da compra ao arrendamento. 3 entradas no Radar Âncora.
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Affordable Housing Act: Comissão propõe régua comum para zonas sob pressão e limites ao AL
A Comissão Europeia propôs a 9 de setembro de 2026 o Affordable Housing Act: define zona sob pressão habitacional pelo rácio preço/rendimento (oito anos de rendimento e a subir, ou dez) e só admite limites ao alojamento local e a outros usos não permanentes com prova de dano de três anos e prazo de cinco, mais uma recomendação de oferta com solo público, lucro limitado e fundos rotativos.
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Casa antes de filhos: a habitação na equação da natalidade portuguesa
Portugal tem das fecundidades mais baixas do mundo: 1,40 filhos por mulher em 2024. Os jovens dizem porquê — 57% da Geração Z e 65% dos millennials portugueses adiam decisões como ter filhos por razões financeiras, e 8 em cada 10 apontam o preço da casa como barreira (Deloitte, 2026). A evidência económica confirma esse peso. Casa acessível e estável é pré-condição, não um extra.
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Habitação acessível não é acessibilidade à habitação: a distinção que decide a medição
A economista Vera Gouveia Barros (SEDES) distingue habitação acessível, um conceito de preço, de acessibilidade à habitação, uma condição do agregado. O rácio despesa-rendimento, base das taxas de esforço e de sobrecarga (limiar Eurostat de 40 por cento), classifica mal nos dois sentidos; a autora propõe o rendimento residual e uma análise fina por segmentos, onde o agregado esconde o problema.