Público
Empresas empregadoras
4 entradas no Radar Âncora.
-
Sines: investimento recorde num concelho de 14 mil, e rendas das que mais sobem no país
O Boletim Económico de junho do Banco de Portugal destaca Sines entre os concelhos onde as rendas mais subiram entre 2017 e 2024, mais de 125%, enquanto a maior vaga de investimento do país, mais de 20 mil milhões em centros de dados, porto e hidrogénio, chega a um concelho de 14 mil habitantes. Sem engenharia que prenda a acessibilidade, o investimento que devia fixar pessoas expulsa-as.
-
Habitação, infraestrutura do talento: a causa que atravessa todo o terceiro setor
No Semestre Europeu de 2026, a Comissão Europeia recomendou a Portugal mais habitação acessível e combate à escassez de pessoal na saúde. É o mesmo problema visto de dois lados: sem casa a uma renda pagável, enfermeiros e professores não fixam. O argumento aplica-se a todo o terceiro setor, fundações, associações, santas casas: tratar a habitação como infraestrutura da própria missão.
-
Mecenato no EBF: dedução em IRC sobe para 1% das vendas e cultural para 140%
A Assembleia da República autorizou em maio de 2026 o Governo a rever o mecenato no Estatuto dos Benefícios Fiscais. O teto de dedução em IRC sobe de 0,8% para 1% do volume de vendas; o científico alinha em 130% e o cultural sobe para 140%. O IRS dos donativos individuais fica intacto por opção do legislador, favorecendo a doação corporativa. Governo tem 180 dias para regulamentar.
-
Quando o empregador aloja quem contrata: habitação e retenção de talento
A tecnológica Air Apps lançou em Lisboa o Air Living, com rendas acessíveis para colaboradores — mais um sinal de que a habitação se tornou, para os empregadores, um fator de retenção de talento, a par da OCDE, da hotelaria espanhola e de Londres. Em Portugal, comprar casa em Lisboa já exige 102 por cento do salário mediano. Leitura do Radar: bom diagnóstico, solução ainda curta.